A desnutrição infantil é um grave problema de saúde pública, que afeta milhares de crianças. Esse quadro ocorre por causa de vários fatores, como de ordem social (pobreza extrema e ambientes desfavoráveis) e também biológica (crianças que nascem com baixo peso e condições inadequadas de saúde da mãe na gravidez).

O consumo nutricional baixo não é apenas a única causa da desnutrição infantil. Fatores relacionados às condições de higiene precárias, genéticos, culturais e sociais estão também ligados ao problema, seja de forma direta ou indireta.

O primeiro passo é avaliar o estado da criança, para que se comprove o seu estado de desnutrição e como está o seu crescimento. Assim é possível intervir de forma eficiente para restabelecer a saúde da criança, para que ela possa crescer dentro dos limites corretos e evitar os danos causados pela desnutrição infantil.

Em alguns casos, a desnutrição infantil chega a ser extrema. Por isso, é necessário fazer uma avaliação clinica completa da criança, pois, nos casos de crianças que são naturalmente magras e tem dificuldade de engordar, o médico irá determinar se a criança precisa apenas de suplementação ou se ela realmente precisa de uma maior atenção por apresentar um quadro de desnutrição infantil.

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Tipos de desnutrição infantil

Pouca gente sabe, mas a desnutrição infantil não ocorre de forma linear. Existem três classificações da desnutrição infantil que podem afetar a saúde de uma criança. São elas:

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É uma desnutrição proteica. Ou seja, trata-se de um tipo de desnutrição no qual a criança tem uma dieta pobre em proteínas.

É uma classe de desnutrição mais comum em crianças de até 5 anos de idade e apresenta os seguintes sintomas: descamação da pele e pequenas lesões, diarreia, tristeza, apatia e edema.

A causa desse problema é a baixa ingestão de proteínas ou uma infecção mais severa, o que deixa o organismo debilitado e mais propenso ao quadro de desnutrição infantil.

Os sintomas ocorrem por causa da deficiência de proteína em áreas importantes, como os músculos, fígado (que aumenta de tamanho), sangue e vísceras.

Marasmo

É um tipo de desnutrição infantil que provoca uma severa de peso e deixa a saúde da criança em estado debilitado. Afeta geralmente crianças de até dois anos de idade.

É um tipo de desnutrição infantil forte, causada pela carência de carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais.

Se não tratado, esse tipo de desnutrição infantil leva a criança a ter um déficit de crescimento acentuado, cabelo seco e quebradiço, atrofia muscular, caquexia, ausência de gordura subcutânea e pode levar à morte.

Em casos extremos, a criança passa a ter a pele enrugada, como a de uma pessoa idosa. Geralmente são crianças bastante irritadiças, devido à sua múltipla deficiência de nutrientes.

 

Obesidade e desnutrição infantil

É estranho para muita gente, mas existem milhões de crianças que estão gordas, porém, desnutridas. Isso ocorre porque, mesmo com o peso em excesso, a criança consome alimentos com baixa qualidade nutricional, como batatas fritas, salgadinhos e biscoitos recheados. É muito comum crianças obesas terem deficiência de ferro (anemia) e das vitaminas do complexo B.

Nesse caso, existem os dois problemas juntos: a obesidade e a desnutrição infantil. Ou seja, a criança precisa comer alimentos ricos em vitaminas, proteínas e minerais, mas diminuir o consumo de gorduras, para perder peso e sair do estado de desnutrição. É muito importante que os pais supervisionem esse processo.

 

Tratamento da desnutrição infantil

No caso das crianças obesas, é preciso reequilibrar a alimentação, para que a criança tenha acesso a todos os nutrientes que precisa e reduza a ingestão de gorduras e de alimentos hipercalóricos. É importante também inserir essa criança na prática de um exercício físico ou em um esporte. Assim, ela consegue emagrecer sem ficar desnutrida.

Já na desnutrição infantil comum, o começo do tratamento é baseado na recuperação da gordura corporal, para que a criança passe a ter um maior suporte energético. Assim, ela pode voltar a crescer normalmente.

As mudanças na alimentação são relativamente simples: organização dos horários das refeições, com o aumento de calorias ingeridas e a adição de uma colher de óleo vegetal no almoço e no jantar da criança. A prioridade é sempre recuperar o peso ideal, mesmo que para isso seja necessária uma intervenção hospitalar em um primeiro momento.

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